quinta-feira, 22 de abril de 2010

Festa de N.ª Sr.ª da Rosa/1.º Centenário da Vida e Obra do Sr.º Reitor de Sampaio

Sampaio, dias 1 e 2 de Maio, vai estar em Festa. Já lá vão alguns anos que as gentes desta aldeia do concelho de Vila Flor, não saboreiam o gosto de um bailarico nas festas em honra de Nossa Senhora da Rosa.
Era hábito na aldeia realizarem-se duas festas durante o ano, ambas em honra de Nossa Senhora da Rosa, uma no primeiro fim de semana de Agosto e outra no primeiro fim de semana de Maio.

A aparição de Nossa Senhora da Rosa, deu-se junto à Ribeira da Vilariça, onde se construiu uma capela em sua honra e onde faziam a festa a Nossa Senhora e tendo-se ali realizado noutros tempos uma feira franca.

Mais tarde resolveram passar a fazer a festa na aldeia, nas datas referidas anteriormente, ficando a imagem de Nossa Senhora na Igreja Matriz de Sampaio. A capela de N.ª Sr.ª da Rosa, junto à ribeira da Vilariça, mantém-se lá, mas sem a imagem e sem missas, o que é pena, pois as festas de antigamente, junto à ribeira deviam ser interessantes. Mas pode ser que um dia, quem sabe voltemos a ter festa junto à ribeira.

Sempre me lembra, tanto a festa de Maio como a de Agosto, serem grandes festas, principalmente a do mês de Agosto, que juntava bastante gente, devido nessa altura haver bastantes imigrantes na aldeia. Era costume haver uma celebração eucarística, seguida de procissão pelas ruas da aldeia, que nunca se deixou de fazer havendo ou não festa, depois à noite havia bailarico, não esquecendo o bazar e arrematação de algumas ofertas para a Santa.
Este ano, para além da festa em honra de Nossa Senhora da Rosa, também vai ter lugar o 1º Centenário da Vida e Obra do Reitor de Sampaio - Pe. José Tibúrcio de Azevedo.

Pe. José Tibúrcio de Azevedo, nasceu em Sampaio, tendo sido aí pároco e foi quem mandou há 130 anos, erguer a Santa Cruz em Sampaio. Esta cruz fica situada no cimo de um cabeço, localizado a seguir ao ribeiro de Roios, entre Sampaio e Lodões.

Para aqueles que não sabem quem foi o Pe. José Tibúrcio de Azevedo, deixo aqui um texto elaborado, pelo Pe. Joaquim Leite, sobre a Vida e Obra do Sr.º Reitor de Sampaio:

Pe. José Tibúrcio de Azevedo - Nasceu em Sampaio, na Vilariça, em 1829. E Lá repousa, na Igreja Matriz, desde 1909. Não foi possível apurar a data da sua ordenação. Mas, em Janeiro de 1859, foi nomeado pároco recomendado da sua terra natal e, provavelmente, de Lodões e de Roios. Passa mais tarde a Reitor, o “Reitor de Santo André de Sampaio de Villa Flôr”, sendo referenciado no Discorsi Del Sommo Pontefice Pio IX , por II Pius, datado de 1878, como “utile dare i nomi nell´idioma originale di questo primo importante pellegrinaggio portoghese: P. José Tiburcio de Azevedo, Reitor de Santo André de Sampaio de Villa Flôr…» assim se mantendo até à sua morte.
O Sr. Reitor nada escreveu sobre si mesmo. Também não consta que outros o tenham feito. Deixou, contudo, memória na tradição oral. Com os testemunhos recolhidos, quase todos em segunda e terceira mão, foi possível reconstituir o perfil humano e sacerdotal desse homem de Deus. Bem cedo a sua acção pastoral ultrapassou os limites geográficos da paróquia. Não que fosse ele a transpô-los. Mas porque, de perto e de longe, as pessoas vinham ter com ele para se aconselharem e confessarem os seus pecados. Bem pode dizer-se que foi o guia espiritual da Vilariça. O seu grande carisma parece ter sido o ministério da Direcção Espiritual que exige muita disponibilidade de tempo, grande capacidade de escuta e muita gratuitidade a vários níveis. O primeiro centenário da sua morte, que ocorre neste ano de 2009, e o Ano Sacerdotal inaugurado por Bento XVI em Junho passado são duas oportunidades a não perder para reavivar a memória daquele que, dalgum modo, e salvas as devidas distâncias, foi Cura d´Ars da Vilariça.
O Sr. Reitor foi certamente mais moderado nos jejuns e penitências que o patrono do Ano Sacerdotal. O seu nome nunca ultrapassou o Vale da Vilariça nem na vida nem na morte. Também nunca será santo de altar. Mas pela sua espiritualidade enraizada na Cruz e nos Corações de Jesus e Maria, pela sua solicitude para com todos os que vinham ter com ele e pelo sentido de rectidão e justiça, o seu nome, está, sem dúvida, inscrito no calendário dos santos anónimos com solenidade anual no 1º de Novembro.

O maior testemunho da sua vida foi e é a Cruz implantada no cume alcantilado do Cabeço de São Pedro. Este monte, visível de toda a Vilariça, delimita os termos de Sampaio, de Lodões e de Roios.
Para os Vilariços, o Monte da Santa Cruz é um lugar mítico, histórico e santo. Mítico porque ele guarda nas profundezas das suas entranhas, os mitos e lendas de todo o Val; histórico porque foi castro romano cujos vestígios foram estudados pelo Dr. Santos Júnior, da Universidade do Porto; e santo desde que no seu cume foi implantada a Santa Cruz. O Dr. Santos Júnior, no seu estudo publicado, O Castro de Sampaio, (e também de Lodões), alude, juntamente com a tradição, às peregrinações do três de Maio em que a Liturgia celebrava então a Invenção da Santa Cruz.
Com o peso dos anos, a Cruz, que é de zimbro, está hoje ligeiramente inclinada como a Torre de Pisa. Mas, como não goza da sua celebridade, vai tombar mais dia menos dia. Implantada há cerca de 130 anos, é quase por milagre que ela ainda se mantém de pé. Permitirá a Fé e o brio dos Vilariços que se apague este sinal de Esperança em boa hora ali implantado? Guardar religiosamente a velha cruz como preciosa relíquia e implantar uma nova de matéria mais sólida seria a melhor maneira de celebrar o primeiro centenário da morte do Sr. Reitor e o Ano Santo Sacerdotal. Já nem se fala em valorizar culturalmente o lugar. Quem se atreve a subir lá fica pura e simplesmente deslumbrado.”
Texto elaborado pelo Pe. Joaquim Leite
Fica aqui um convite a todos que queiram visitar Sampaio, estarem à Festa em honra de N.ª Sr.ª da Rosa e assistirem às Comemorações do 1.º Centenário da Vida e Obra do Senhor Reitor de Sampaio.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Tons Primaveris






Fotografias tiradas no Domingo de Ramos (28 de Março de 2010).

sexta-feira, 26 de março de 2010

Ribeiro de Roios

No passeio que fiz até ao Cabeço de S. Pedro e Cabeço de Santa Cruz em Sampaio , no dia 22 de Março de 2009, desci ao longo do ribeiro de Roios, onde fiz estas lindas fotografias.




De certeza que este ano o ribeiro encheu mais, devido a ter chovido com mais frequência. Com o desejo de lá tornar e fazer algumas fotografias do mesmo, deixo aqui ficar estas fotografias de um ano atrás.

quinta-feira, 25 de março de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

Espectáculo de Ilusionismo (1)

No dia 22 de Março, a noite na aldeia de Sampaio, foi animada com o Espectáculo de Ilusionismo Jack. O espectáculo teve início às 20:30 horas, em frente da Junta de Freguesia da aldeia.

Alguns populares começaram a juntar-se para assistir ao espectáculo, pois o Espectáculo de Ilusionismo Jack, já era conhecido de alguns do ano anterior. Além de a assistência não ser muita, o que é pena, pois os habitantes da aldeia deveriam ser mais receptivos a este tipo de eventos/espectáculos.

Os populares, quer alguns mais velhos, quer algumas crianças, foram convidados, a participar nalguns actos de magia, havendo alguma exitação, vou ou não vou... , mas acabando por ir, onde participaram com todo o entusiasmo e se divertiram, rindo e fazendo rir aqueles que assistiam. Mas o momento mais alto do espectáculo, foi quando entrou em acção o palhaço, fazendo algumas palhaçadas e interagindo com o público, onde fez rir miúdos e graúdos. É sempre agradável chegar à aldeia e deparar com um acontecimento destes, trazendo alegria à população, principalmente às crianças que vivem na aldeia, onde pouco ou nada têm para se divertir.

Parabéns a estes dois elementos do Espectáculo de Ilusionismo Jack, que alegraram a noite de Segunda-Feira na Aldeia de Sampaio.
Pena é, que só um pequeno número de populares tivesse assistindo ao Espectáculo.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Limpar Portugal

O Projecto Limpar Portugal (PLP) É um movimento cívico Altruista Cujo Objectivo é Promover uma educação ambiental por intermédio da iniciativa de limpar a floresta portuguesa no dia 20 de Março de 2010, tendo como ponto forte a recolha e separação do lixo de lixeiras clandestinas. O Nordeste Transmontano, bem como todo o pais, vai estar em movimento nesse dia. Eu estou no grupo de Vila Flor (VFL - Vila Flor) e no 20 vamos contribuir para um Portugal mais limpo.
A United Press Photo e a Coordenação Nacional do PLP celebraram uma parceria. A UPP e os fotógrafos que a ela se associarem farão uma fotoreportagem do evento, no dia 20 de Março, a nivel nacional, pois eu irei fazer uma fotoreportagem em Vila Flor. Esta será uma das maiores reportagens fotográficas alguma vez realizadas em Portugal. A fotoreportagem realizada concelho a concelho, distrito a distrito e a nível nacional servirá para:
- Que as imagens recolhidas a nivel nacional Sejam a memória e a futura Peça de divulgação do evento.
- Divulgação na Campanha Nacional 2010 do Ano Internacional da Biodiversidade.
- Divulgação junto das Nações Unidas.
- Exposição fotográfica itinerante, com indicação dos autores das imagensm com o registo do ANTES/DURANTE/DEPOIS

"Limpar Portugal? Nós vamos fazê-lo! E tu? Vais ficar em casa?"
Para saber como participar clique aqui

Fotografias: Lixeira na M608 Estrada que liga Vila Flor a Sampaio (sinalizada como P VFL-1) dispersa pela encosta ao longo da berma da estrada, numa zona de sobreiros.

terça-feira, 9 de março de 2010

Águas de Bem Saúde

Antiga Fábrica das Águas de Bem Saúde. Águas bicarbonatadas, sódicas, gaso-carbónicas e ferruginosas. Era nesta antiga fábrica, que se fazia a exploração das Águas de Bem Saúde, onde, se engarrafa e rotulava, tudo feito manualmente e com pequena maquinaria. Água esta, agora com o nome de Frize, explorada pela Compal.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Portão

Em algumas entradas para prédios rústicos é habitual verem-se algumas cancelas, limitando a entrada a estranhos, mas noutras existem portões em ferro.
Fotografia tirada em Junho de 2008, junto ao caminho que conduz à Quinta da Regada e Quinta de Vale da Cal.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Casa de campo

Casa de campo, bem perto da Sr.ª da Rosa. Ao longo do Vale da Vilariça, encontram-se outras semelhantes estando algumas ao abandono como esta. Serviam e ainda servem algumas para as pessoas que trabalham no vasto vale se arrecolherem de intemperes, mas a sua principal função seria para arrecadação de alguns utencílios da lavoura.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Varanda em madeira

Quando se procura, há sempre algo de interessante que nos chama a atenção. Em mais uma ida a Sampaio, chamou-me a tenção esta casa, mais propriamente a varanda, quer pela sua construção em madeira, quer pela sua cor verde.
Esta varanda em madeira, não é única em Sampaio, existem mais algumas contruidas em madeira, tanto o chão como a protecção à sua volta, esta tem a particularidade de ser toda fechada ao contrario do que aconte-se com outras que têm agumas aberturas .
Fotografia: tirada na rua Cimo do Povo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Noras no Vale da Vilariça

No passeio pelo Vale da Vilariça, ao encontro das canameiras, uma das coisas que me chamou mais à atenção foi o estado degradante em que se encontram as noras.

Nora é um engenho ou aparelho para tirar água de poços ou cisternas. É constituído por uma roda com pequenos reservatórios ou alcatruzes.Possui uma haste horizontal acoplada a um eixo vertical que por sua vez está ligado a um sistema de rodas dentadas. Este sistema faz circular um conjunto de alcatruzes entre o fundo do poço e a superfície exterior. Os alcatruzes descem vazios, são enchidos no fundo do poço, regressam e quando atingem a posição mais elevada começam a verter a água numa calha que a conduz ao seu destino. O ciclo de ida e volta dos alcatruzes ao fim do poço para tirar água mantém-se enquanto se fizer rodar a haste vertical e o poço tiver água.

Com o aparecimento dos motores de rega, este sistema foi ficando cada vez mais fora de uso e hoje como se pode ver nas fotografias as noras no Vale da Vilariça estão ao abandono e num estado degradante.

Não há canameira que não tenha uma nora. Ainda me recordo bem do macho ou burro andar em volta da nora com os olhos vendados a tirar água para regar a horta.

É com tristeza que olha este cenário. Também a minha filha mais velha, me acompanhou neste passeio e ficou encantada nas noras que viu, sempre com a esperança de ver os alcatruzes a encherem-se de água, mas por onde começamos o nosso passeio não havia nenhuma em condições para funcionamento. Depois de passarmos por várias encontramos então uma em condições aceitáveis, onde matei saudades, agarrando no pau de madeira, fazendo circular os alcatruzes, enchendo-se estes de água e vertendo-a na calha, onde me baixei e bebi. Mas que água fresquinha!

A minha filha ficou encantado no que viu, e quis também fazer rodar os alcatruzes e beber daquela água fresquinha. Nunca tinha visto uma nora a deitar água. Pena não haver um burro ou macho a andar à volta a fazer circular aqueles alcatruzes, pois ela ficaria radiante.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Hortas no Vale da Vilariça em Sampaio

Foi com saudades que fiz um passeio pelo vale da Vilariça no termo de Sampaio, olhando as canameiras, juntas à Ribeira da Vilariça, onde passei algum tempo de menino e da minha juventude.

A população de Sampaio, dedicam-se essencialmente à agro pecuária. Os terrenos que possuem no Vale da Vilariça, são bem aproveitados para hortaliças e frutas diversas. Produzem também azeite, vinho, e amêndoa, mas os produtos de cultivo nas chamadas canameiras juntas à Ribeira da Vilariça, são essencialmente feijão, batata, alface, tomate, couve, etc. Estes produtos são para consumo próprio, mas grande quantidade é para abastecer os mercados de outras regiões.


É com saudades que recordo os meus tempos de menino, quando saía da escola e ia com os meus pais para a canameira, ou na altura das férias que me levantava de madrugada para irmos regar as hortaliças. Ainda hoje me lembro do cheirinho da madrugada, daquele fresquinho junto à ribeira.

Hoje o cenário das canameiras no Vale da Vilariça já é um pouco diferente, havendo aquelas ainda bem cultivadas como se pode ver nas fotos, há outras praticamente ao abandono, pois as camadas mais jovens já não têm aquele interesse no cultivo da terra, ou arranjaram um trabalho noutra área ou então emigraram.

Só de me lembrar, daqueles campos todos cultivados e verdinhos com as hortaliças, olhar à volta e ver uma imensidão de gente logo de manha na labuta da terra, chegava-se a ficar todo o dia por lá, fazia-se de comer ou leva-se e na hora de mais calor comia-se à sombra da bebereira e dormia-se uma sesta e quando o sol já não queimava tanto, lá iam todos mais uma vez para a labuta.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Vinha

Como estamos em época de vindima, aquí fica uma fotografia de uma vinha, com a aldeia lá ao fundo.
Fotografia tirada no lugar da Chã Grande, bem perto da Sr.ª da Rosa.