Imagens da Santa Cruz , captadas no Cabeço S. Pedro, bem no Vale da Vilariça, entre Sampaio e Lodões, no concelho de Vila Flor.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Festa de N.ª Sr.ª da Rosa/1.º Centenário da Vida e Obra do Sr.º Reitor de Sampaio
Sampaio, dias 1 e 2 de Maio, vai estar em Festa. Já lá vão alguns anos que as gentes desta aldeia do concelho de Vila Flor, não saboreiam o gosto de um bailarico nas festas em honra de Nossa Senhora da Rosa.Era hábito na aldeia realizarem-se duas festas durante o ano, ambas em honra de Nossa Senhora da Rosa, uma no primeiro fim de semana de Agosto e outra no primeiro fim de semana de Maio.
A aparição de Nossa Senhora da Rosa, deu-se junto à Ribeira da Vilariça, onde se construiu uma capela em sua honra e onde faziam a festa a Nossa Senhora e tendo-se ali realizado noutros tempos uma feira franca.
Este ano, para além da festa em honra de Nossa Senhora da Rosa, também vai ter lugar o 1º Centenário da Vida e Obra do Reitor de Sampaio - Pe. José Tibúrcio de Azevedo.
Pe. José Tibúrcio de Azevedo, nasceu em Sampaio, tendo sido aí pároco e foi quem mandou há 130 anos, erguer a Santa Cruz em Sampaio. Esta cruz fica situada no cimo de um cabeço, localizado a seguir ao ribeiro de Roios, entre Sampaio e Lodões.
Para aqueles que não sabem quem foi o Pe. José Tibúrcio de Azevedo, deixo aqui um texto elaborado, pelo Pe. Joaquim Leite, sobre a Vida e Obra do Sr.º Reitor de Sampaio:
“Pe. José Tibúrcio de Azevedo - Nasceu em Sampaio, na Vilariça, em 1829. E Lá repousa, na Igreja Matriz, desde 1909. Não foi possível apurar a data da sua ordenação. Mas, em Janeiro de 1859, foi nomeado pároco recomendado da sua terra natal e, provavelmente, de Lodões e de Roios. Passa mais tarde a Reitor, o “Reitor de Santo André de Sampaio de Villa Flôr”, sendo referenciado no Discorsi Del Sommo Pontefice Pio IX , por II Pius, datado de 1878, como “utile dare i nomi nell´idioma originale di questo primo importante pellegrinaggio portoghese: P. José Tiburcio de Azevedo, Reitor de Santo André de Sampaio de Villa Flôr…» assim se mantendo até à sua morte.
O Sr. Reitor nada escreveu sobre si mesmo. Também não consta que outros o tenham feito. Deixou, contudo, memória na tradição oral. Com os testemunhos recolhidos, quase todos em segunda e terceira mão, foi possível reconstituir o perfil humano e sacerdotal desse homem de Deus. Bem cedo a sua acção pastoral ultrapassou os limites geográficos da paróquia. Não que fosse ele a transpô-los. Mas porque, de perto e de longe, as pessoas vinham ter com ele para se aconselharem e confessarem os seus pecados. Bem pode dizer-se que foi o guia espiritual da Vilariça. O seu grande carisma parece ter sido o ministério da Direcção Espiritual que exige muita disponibilidade de tempo, grande capacidade de escuta e muita gratuitidade a vários níveis. O primeiro centenário da sua morte, que ocorre neste ano de 2009, e o Ano Sacerdotal inaugurado por Bento XVI em Junho passado são duas oportunidades a não perder para reavivar a memória daquele que, dalgum modo, e salvas as devidas distâncias, foi Cura d´Ars da Vilariça.
O Sr. Reitor foi certamente mais moderado nos jejuns e penitências que o patrono do Ano Sacerdotal. O seu nome nunca ultrapassou o Vale da Vilariça nem na vida nem na morte. Também nunca será santo de altar. Mas pela sua espiritualidade enraizada na Cruz e nos Corações de Jesus e Maria, pela sua solicitude para com todos os que vinham ter com ele e pelo sentido de rectidão e justiça, o seu nome, está, sem dúvida, inscrito no calendário dos santos anónimos com solenidade anual no 1º de Novembro.
O maior testemunho da sua vida foi e é a Cruz implantada no cume alcantilado do Cabeço de São Pedro. Este monte, visível de toda a Vilariça, delimita os termos de Sampaio, de Lodões e de Roios.
Para os Vilariços, o Monte da Santa Cruz é um lugar mítico, histórico e santo. Mítico porque ele guarda nas profundezas das suas entranhas, os mitos e lendas de todo o Val; histórico porque foi castro romano cujos vestígios foram estudados pelo Dr. Santos Júnior, da Universidade do Porto; e santo desde que no seu cume foi implantada a Santa Cruz. O Dr. Santos Júnior, no seu estudo publicado, O Castro de Sampaio, (e também de Lodões), alude, juntamente com a tradição, às peregrinações do três de Maio em que a Liturgia celebrava então a Invenção da Santa Cruz.
Com o peso dos anos, a Cruz, que é de zimbro, está hoje ligeiramente inclinada como a Torre de Pisa. Mas, como não goza da sua celebridade, vai tombar mais dia menos dia. Implantada há cerca de 130 anos, é quase por milagre que ela ainda se mantém de pé. Permitirá a Fé e o brio dos Vilariços que se apague este sinal de Esperança em boa hora ali implantado? Guardar religiosamente a velha cruz como preciosa relíquia e implantar uma nova de matéria mais sólida seria a melhor maneira de celebrar o primeiro centenário da morte do Sr. Reitor e o Ano Santo Sacerdotal. Já nem se fala em valorizar culturalmente o lugar. Quem se atreve a subir lá fica pura e simplesmente deslumbrado.”
Texto elaborado pelo Pe. Joaquim Leite
A aparição de Nossa Senhora da Rosa, deu-se junto à Ribeira da Vilariça, onde se construiu uma capela em sua honra e onde faziam a festa a Nossa Senhora e tendo-se ali realizado noutros tempos uma feira franca.
Mais tarde resolveram passar a fazer a festa na aldeia, nas datas referidas anteriormente, ficando a imagem de Nossa Senhora na Igreja Matriz de Sampaio. A capela de N.ª Sr.ª da Rosa, junto à ribeira da Vilariça, mantém-se lá, mas sem a imagem e sem missas, o que é pena, pois as festas de antigamente, junto à ribeira deviam ser interessantes. Mas pode ser que um dia, quem sabe voltemos a ter festa junto à ribeira.
Sempre me lembra, tanto a festa de Maio como a de Agosto, serem grandes festas, principalmente a do mês de Agosto, que juntava bastante gente, devido nessa altura haver bastantes imigrantes na aldeia. Era costume haver uma celebração eucarística, seguida de procissão pelas ruas da aldeia, que nunca se deixou de fazer havendo ou não festa, depois à noite havia bailarico, não esquecendo o bazar e arrematação de algumas ofertas para a Santa.
Este ano, para além da festa em honra de Nossa Senhora da Rosa, também vai ter lugar o 1º Centenário da Vida e Obra do Reitor de Sampaio - Pe. José Tibúrcio de Azevedo.
Pe. José Tibúrcio de Azevedo, nasceu em Sampaio, tendo sido aí pároco e foi quem mandou há 130 anos, erguer a Santa Cruz em Sampaio. Esta cruz fica situada no cimo de um cabeço, localizado a seguir ao ribeiro de Roios, entre Sampaio e Lodões.
Para aqueles que não sabem quem foi o Pe. José Tibúrcio de Azevedo, deixo aqui um texto elaborado, pelo Pe. Joaquim Leite, sobre a Vida e Obra do Sr.º Reitor de Sampaio:“Pe. José Tibúrcio de Azevedo - Nasceu em Sampaio, na Vilariça, em 1829. E Lá repousa, na Igreja Matriz, desde 1909. Não foi possível apurar a data da sua ordenação. Mas, em Janeiro de 1859, foi nomeado pároco recomendado da sua terra natal e, provavelmente, de Lodões e de Roios. Passa mais tarde a Reitor, o “Reitor de Santo André de Sampaio de Villa Flôr”, sendo referenciado no Discorsi Del Sommo Pontefice Pio IX , por II Pius, datado de 1878, como “utile dare i nomi nell´idioma originale di questo primo importante pellegrinaggio portoghese: P. José Tiburcio de Azevedo, Reitor de Santo André de Sampaio de Villa Flôr…» assim se mantendo até à sua morte.
O Sr. Reitor nada escreveu sobre si mesmo. Também não consta que outros o tenham feito. Deixou, contudo, memória na tradição oral. Com os testemunhos recolhidos, quase todos em segunda e terceira mão, foi possível reconstituir o perfil humano e sacerdotal desse homem de Deus. Bem cedo a sua acção pastoral ultrapassou os limites geográficos da paróquia. Não que fosse ele a transpô-los. Mas porque, de perto e de longe, as pessoas vinham ter com ele para se aconselharem e confessarem os seus pecados. Bem pode dizer-se que foi o guia espiritual da Vilariça. O seu grande carisma parece ter sido o ministério da Direcção Espiritual que exige muita disponibilidade de tempo, grande capacidade de escuta e muita gratuitidade a vários níveis. O primeiro centenário da sua morte, que ocorre neste ano de 2009, e o Ano Sacerdotal inaugurado por Bento XVI em Junho passado são duas oportunidades a não perder para reavivar a memória daquele que, dalgum modo, e salvas as devidas distâncias, foi Cura d´Ars da Vilariça.
O Sr. Reitor foi certamente mais moderado nos jejuns e penitências que o patrono do Ano Sacerdotal. O seu nome nunca ultrapassou o Vale da Vilariça nem na vida nem na morte. Também nunca será santo de altar. Mas pela sua espiritualidade enraizada na Cruz e nos Corações de Jesus e Maria, pela sua solicitude para com todos os que vinham ter com ele e pelo sentido de rectidão e justiça, o seu nome, está, sem dúvida, inscrito no calendário dos santos anónimos com solenidade anual no 1º de Novembro.
O maior testemunho da sua vida foi e é a Cruz implantada no cume alcantilado do Cabeço de São Pedro. Este monte, visível de toda a Vilariça, delimita os termos de Sampaio, de Lodões e de Roios.Para os Vilariços, o Monte da Santa Cruz é um lugar mítico, histórico e santo. Mítico porque ele guarda nas profundezas das suas entranhas, os mitos e lendas de todo o Val; histórico porque foi castro romano cujos vestígios foram estudados pelo Dr. Santos Júnior, da Universidade do Porto; e santo desde que no seu cume foi implantada a Santa Cruz. O Dr. Santos Júnior, no seu estudo publicado, O Castro de Sampaio, (e também de Lodões), alude, juntamente com a tradição, às peregrinações do três de Maio em que a Liturgia celebrava então a Invenção da Santa Cruz.
Com o peso dos anos, a Cruz, que é de zimbro, está hoje ligeiramente inclinada como a Torre de Pisa. Mas, como não goza da sua celebridade, vai tombar mais dia menos dia. Implantada há cerca de 130 anos, é quase por milagre que ela ainda se mantém de pé. Permitirá a Fé e o brio dos Vilariços que se apague este sinal de Esperança em boa hora ali implantado? Guardar religiosamente a velha cruz como preciosa relíquia e implantar uma nova de matéria mais sólida seria a melhor maneira de celebrar o primeiro centenário da morte do Sr. Reitor e o Ano Santo Sacerdotal. Já nem se fala em valorizar culturalmente o lugar. Quem se atreve a subir lá fica pura e simplesmente deslumbrado.”
Texto elaborado pelo Pe. Joaquim Leite
Fica aqui um convite a todos que queiram visitar Sampaio, estarem à Festa em honra de N.ª Sr.ª da Rosa e assistirem às Comemorações do 1.º Centenário da Vida e Obra do Senhor Reitor de Sampaio.
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quinta-feira, 26 de março de 2009
Cabeço de S. Pedro e Cabeço de Santa Cruz
Domingo, 22 de Março, depois de almoçar em casa dos meus pais em Sampaio, sai à procura de mais uma aventura, segui o caminho que passa pelo cemitério da aldeia em direcção ao Ribeiro de Roios com destino ao Cabeço de S. Pedro e Santa Cruz.
Chegando ao Ribeiro de Roios, tive que subir até lá, por meio de giestas, carrascos e estevas, perdi algum tempo fotografando algumas flores de esteva que já estavam floridas, chamando-me a atenção alguns insectos no seu interior.
Quando dei por mim estava junto ao Cabeço de S. Pedro, dei a volta procurando um acesso melhor que me permitisse lá subir. Fiquei fascinado pela sua altura e a paisagem que se avista deste lugar.
Depois de tirar algumas fotografias panorâmicas à aldeia de Sampaio e ao próprio Cabeço, dirigi-me então para o Cabeço da Santa Cruz. Segui por meio de um estacal e amendoeiral até lá chegar, tendo ainda tempo para fazer uns macros das amêndoas novas nas amendoeiras.Foi difícil o acesso ao cabeço, tive que passar por meio de carrascos e subir as fragas que o compõem.

Depois de algum esforço para conseguir lá subir, lá estava eu junto à Cruz de madeira que ali esta de pé há longos anos. Achei curioso como se consegue manter de pé aquela cruz de madeira durante tanto tempo.
No centro da cruz tem um coração trabalhado em ferro, ao fundo tem uma chapa com bicos aguçados espetada na madeira.De volta da cruz cravada no cimo daquele cabeço, havia vestígios de ali ter existindo um gradeamento em ferro, que segundo o que me foi contado na aldeia de Sampaio, parece que alguém o roubou. Ao que chegamos!
Dalí sim, consegue-se ver o longo Vale da Vilariça, vendo-se algumas das suas aldeias: Sampaio, Junqueira, Lodões, Vilarelhos, entre outras. Vê-se também Roios e Vale Frechoso. Não me cansava de fotografar aquele lugar e fazer algumas panorâmicas do basto Vale da Vilariça. Fiquei maravilhado.Há quem lhe chame cruzeiro da santa Cruz ou Castro da Santa Cruz e Castro de S. Pedro, pois Castro é considerado um lugar fortificado das épocas pré - romanas, na Península Ibérica, que era um povoado permanente ou apenas refugio das povoações circunvizinhas em caso de perigo. Neste cabeço existem vestígios de um povoado fortificado, pode-se confirmar a presença de uma linha defensiva pela grande quantidade de pedras que ali se encontram e talvez fosse um local de vigia devido a altura que se encontra.
Depois de enumeras fotografias tiradas, desci em direcção ao Cabeço de S. Pedro, seguindo um caminho até à Quinta da Regada, para meu espanto, completamente diferente enquanto eu criança por ali ia com meu avô, esta tudo ao abandono, as casas completamente destruídas e nem presença de alguma arvore de fruto que ali existia, como tudo se vai.
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